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sexta-feira, 1 de junho de 2012

SEMANA XI a XIII



Esta será a última publicação no âmbito da unidade curricular Estágio de Aprendizagem IV, e já começo a sentir uma pontinha de saudade em relação aos temas e actividades que foram debatidas e desenvolvidas ao longo do estágio.


No decorrer destas semanas foram desenvolvidas várias tarefas relacionadas com a avaliação da Qualidade do Ar Interior no Hospital e com os riscos psicossociais.

Avaliação da Qualidade do Ar Interior no Hospital



Em relação a esta actividade, foram efectuadas as últimas medições, nomeadamente, no sexto piso do Internamento e Serviço de Urgência.
Posteriormente foram tratados os últimos dados recolhidos e incluídos no relatório final da avaliação. Este relatório será entregue aos responsáveis da instituição.

Do relatório consta: Introdução (onde se efectua uma abordagem aos conceitos gerais sobre a Qualidade do Ar Interior); legislação e normas nacionais e internacionais aplicadas; descrição dos edifícios; equipamento utilizado; procedimentos tidos em conta na realização das medições; parâmetros avaliados e seus efeitos na saúde; apresentação dos resultados; propostas de melhoria e recomendações.

No que respeita aos resultados obtidos não vou fazer uma apresentação exaustiva, mas deixo alguns exemplos de como foram apresentados e também irei enumerar algumas áreas onde os valores para determinados parâmetros excederam as concentrações máximas permitidas pela legislação (Decreto-Lei 79/2006, de 4 de Abril). 

Apresentação dos Resultados 

Exemplo 1: Tabela - Apresentação dos resultados, valores médios obtidos na Anatomia Patológica.



















 Exemplo 2: Tabela - Resumo das Observações Anatomia Patológica




























De salientar que na Anatomia Patológica, obtivemos valores referentes aos compostos orgânicos voláteis (COV´s) que estão, aproximadamente, 11 vezes superiores à concentração máxima permitida pela legislação. 

Exemplo 3: Tabela de apresentação das propostas de melhoria.
























O relatório ficou concluído com um ponto que enumera mais algumas recomendações que se podem aplicar aos vários tipos de edifícios, que seguidamente irei partilhar com todos os seguidores do blogue.
São algumas recomendações bastante interessantes e que certamente irão ajudar todos os interessados a melhorar as condições do ar no interior dos seus edifícios. 

Outras recomendações gerais em edifícios

 Dependendo dos resultados das concentrações de poluentes medidas e do poluente em causa, poderão ter que ser tomadas medidas de controlo de modo a restabelecer a boa qualidade do ar interior do edifício.
Apesar das medidas a implementar para resolver o(s) problema(s) que afectam a qualidade do ar interior num dado local de um edifício dependerem das próprias características (ocupação, local, sistemas de climatização, componentes, etc) existem resoluções genéricas que poderão ser a solução nalguns casos, nomeadamente:
  • Ajuste dos níveis de ventilação à intensidade de utilização: ventilar com caudais de ar novo suficientes;
  • Reorganização interior dos espaços de forma a posicionar os espaços de maior densidade de ocupação em zonas em que seja possível providenciar os níveis de ventilação recomendados;
  • Instalação de dispositivos que permitam uma abertura controlada das janelas de forma a permitir níveis de ventilação confortáveis (em continuo);
  • A distribuição das grelhas pelas diferentes fachadas deve ser efectuada tendo em atenção a qualidade do ar exterior, privilegiando naturalmente as localizações que conduzam à admissão de um ar tão “limpo” quanto possível; a captação de ar novo deve estar bem localizada e orientada de forma a evitar a entrada de aerossóis produzidos em torres de arrefecimento, chaminés…;
  • Promover a ventilação do edifício em períodos de baixa ocupação (ex.: manhã cedo, hora do almoço, etc.)
  • Se possível, assegurar a limpeza do edifício ao fim da tarde, sendo seguida uma intensa ventilação;
  • Instalar filtros adequados para controlar a entrada de partículas e substitui-los regularmente;
  • Garantir, tanto quanto possível, a estanquidade das ligações ao nível da rua entre o edifício e o exterior (ex.: instalação de átrios duplos, manutenção das portas, etc);
  • Evitar água estagnada sob equipamentos de refrigeração, instalando drenos contínuos com sifão;
  • Selecção adequada de materiais de revestimento e mobiliário: esta questão é de tratamento difícil já que muitos materiais disponíveis no mercado não possuem ficha de emissão de poluentes, sugere-se ainda assim que se faça um esforço no sentido de seleccionar materiais tendo em atenção as suas características de emissão de poluentes;
  • Posicionamento de secretárias longe de entradas de ar e de equipamentos como fotocopiadoras;
  • Manter a humidade relativa do ar interior abaixo de 70%, nos espaços ocupados;
  • Reposição de caudais de ar;
  • Modificação de estratégia de filtragem;
  • Alteração de rotinas do plano de manutenção;
  • Eliminação de fontes de poluição;
  • Mudança de produtos de limpeza;
  • Instalação de zonas para fumadores em locais adequados e ventilados de acordo com a legislação vigente;
  • Substituição de equipamentos;
  • Mudança de posição de ar novo;
Estes são apenas alguns exemplos de medidas que poderão auxiliar na resolução de níveis de poluição no interior. No entanto, as resoluções são únicas e adequadas a cada caso e dependem das características e dos meios existentes. Assim, as medidas de controlo indicadas são apenas a título de exemplo, podendo ser adaptadas e sugeridas outras, dependendo do local em questão.




Riscos psicossociais no trabalho



Durante estas semanas, como referi anteriormente, o Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, onde estou integrado, também desenvolveu algumas actividades na área da prevenção dos riscos psicossociais no trabalho.
A instituição, na sequência da Campanha Europeia para a avaliação dos riscos psicossociais, foi alvo de uma visita dos inspectores da Autoridade para as Condições  do Trabalho (ACT) às suas instalações.
Estes, na companhia dos elementos do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, nós, visitaram alguns serviços do hospital e entregaram questionários aos profissionais, com o objectivo de avaliar o nível de risco no que se refere a esta matéria.
No seguimento da visita do ACT e da Campanha Europeia, no Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, elaborámos um folheto direccionado aos profissionais da instituição, com informação destinada à prevenção dos riscos psicossociais no trabalho, nomeadamente, "Stress no Trabalho".

Gostaria também de partilhar alguma informação acerca dos riscos psicossociais. É importante dar especial atenção a este tipo de risco emergente nas sociedades, pois podem estar perto de afectar cada um de nós.



Na União Europeia, mais de um em cada quatro trabalhadores dizem-se afectados pelo stress no trabalho. Trata-se de um problema grave que afecta empregadores, trabalhadores e a sociedade em geral, pois pode causar problemas de saúde, aumentar os dias de absentismo e reduzir a produtividade e competitividade das empresas. 

 O que é o stress no trabalho?

O stress no trabalho surge quando o ambiente de trabalho coloca exigências que excedem as competências que o trabalhador pensa possuir para as enfrentar (ou controlar).
O stress não é uma doença, mas se for intenso e prolongado pode causar doenças do foro físico e psíquico (tais como depressões, esgotamentos nervosos e doenças cardiovasculares e outras). O stress pode ser provocado por problemas existentes no local de trabalho ou fora dele, ou ambas as hipóteses.

Quais são as causas do stress no trabalho?

O stress pode ser causado pelo modo de organização das tarefas ao nível da empresa e pelo tipo de trabalho que se executa.

 Os factores indicados a seguir podem resultar em stress no trabalho:

Atmosfera (ou “cultura”) no local de trabalho e o modo como interpreta o stress;

Exigências impostas, tais como o facto de ter muito ou pouco para fazer e estar exposto a riscos físicos, como produtos químicos perigosos ou ruído;

Controlo – até que ponto pode exercer influência sobre o seu trabalho;

Relacionamentos no local de trabalho, incluindo a existência ou não de situações de assédio moral;

 Inovações – quantidade de informações que recebe sobre as inovações introduzidas e o modo como foram planeadas;

Papel desempenhado – até que ponto tem uma ideia clara sobre em que consiste o trabalho que deve executar e se existem conflitos;

Apoio dos colegas e superiores;

Formação que proporcione qualificações para executar o trabalho.

 De que modo pode a entidade patronal contribuir para reduzir o meu stress no trabalho?

A entidade patronal tem a obrigação legal de proteger a sua saúde e segurança no local de trabalho. Os inspectores do trabalho ajudam a garantir o cumprimento dessas obrigações. A entidade patronal deverá identificar as causas do stress no trabalho, avaliar os riscos e tomar medidas preventivas, evitando assim que os trabalhadores adoeçam. Você, ou o seu representante, deve ser consultado sobre as inovações no local de trabalho que afectem a sua saúde e segurança, incluindo as que possam resultar em stress.
Compete-lhe a si colaborar seguindo as políticas pertinentes e ajudando a identificar problemas e encontrar soluções.


Lembre-se de que o stress no trabalho é sintoma de um problema de organização da empresa e não um sinal de fraqueza individual!




 As questões seguintes podem ajudá-lo a discernir se existe ou não um problema:





Existe um problema de stress no meu local de trabalho?

Atmosfera

 Acha que tem de prestar trabalho extraordinário para manter o seu emprego ou ser promovido?
As pessoas afectadas pelo stress são tidas como fracas ou levadas a sério?
Não é dada importância ao seu trabalho e às sugestões que apresenta?
Tem a sensação de que existe uma pressão constante para trabalhar mais e a uma maior velocidade?

Exigências impostas

Recebe mais trabalho do que é possível fazer no tempo que dispõe?
Acha que o seu trabalho é demasiado difícil?
Não gosta do trabalho que faz?
O seu trabalho aborrece-o?
O seu ambiente de trabalho é demasiado ruidoso, a temperatura é desagradável, o local onde trabalha não é arejado e tem fraca iluminação?
Preocupa-se com os perigos a que está exposto no local de trabalho, como por exemplo produtos químicos?
Sente que corre risco de ser alvo de violência por parte de clientes ou do público que atende?

Controlo

Não tem possibilidades de influenciar o trabalho que faz?
Não está envolvido no processo de tomada de decisões?

Relacionamentos no local de trabalho

As relações com os seus superiores são más?
Não tem boas relações de trabalho com os seus colegas, ou, se tem um cargo de chefia, com os seus colaboradores?
É vítima de assédio moral no seu local de trabalho, por exemplo, são-lhe dirigidos insultos ou é alvo de comportamentos ofensivos ou abusivos por parte de superiores?
É alvo de humilhações e abusos por preconceitos de raça, sexo, origem étnica, deficiência, etc.?

Inovações

Recebe informações sobre as inovações introduzidas no seu local de trabalho?
Participa no planeamento das inovações que afectam o seu trabalho?
Recebe apoio durante o processo de inovações?
Tem a impressão de que há inovações a mais, ou talvez a menos?

Papel desempenhado

Não tem uma ideia clara sobre em que consiste o trabalho e as responsabilidades que lhe foram delegados?
Tem de cumprir tarefas que, em sua opinião, não fazem parte do seu trabalho?
Já alguma vez se deparou com situações de conflito de papéis?

Apoio

É apoiado pelos seus superiores e colegas?
É louvado quando faz um bom trabalho?
São-lhe feitos comentários construtivos ou sente que só recebe críticas negativas?

Formação

Dispõe das qualificações adequadas para executar o seu trabalho?
É encorajado a aprofundar as suas qualificações?

De que modo posso contribuir para combater o stress no trabalho?

A entidade patronal é responsável pela prevenção do stresse no trabalho. No entanto, para obter melhores resultados, deverá cooperar com o seu empregador, superior e sindicato, ou com qualquer outra entidade representante. Eis algumas ideias:

■ Em caso de problemas, fale com o seu superior, sindicato ou qualquer outra entidade representante; se sentir dificuldades em falar directamente com o seu superior, peça ao seu representante para fazê-lo;

■ Contribua para identificar problemas, encontrar soluções e meios de implementá-las, envolvendo-se no processo de avaliação dos riscos de stress iniciado pela entidade patronal; as perguntas atrás referidas poderão ajudá-lo a identificar problemas e a encontrar soluções;

■ Dê o seu contributo, verificando se as soluções são eficazes;

■ Exponha a sua situação ao Serviço de Saúde no Trabalho da sua organização ou ao serviço de assistência ao trabalhador, caso existam;

■ Consulte o seu médico se sentir que a sua saúde é afectada.

De que modo posso ajudar os meus colegas, que sofrem de stress no trabalho?

Como primeiro passo, encoraje os seus colegas, a discutirem o problema com os respectivos superiores, sindicato ou outros representantes. Se o superior fizer parte do problema, poderá representar o seu colega ou sugerir-lhe que se dirija a um outro superior que o possa ajudar a resolver a situação. É sempre vantajoso apontar soluções possíveis para o problema, e você pode contribuir para tal.

 Fonte: Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho – OSHA






Deixo-lhe ainda 10 dicas anti-stress:





1 - Acorde mais cedo do que necessita para não andar a correr logo pela manhã.



2 - Planeie o seu dia tirando proveito da altura em que costuma ser mais produtivo.

3 - Defina prioridades e delegue tarefas. 


4 - Saiba dizer não, se o seu chefe lhe parecer demasiado empenhado em não o deixar respirar, exigindo-lhe mais e mais trabalho.

5 –  Contribua para ter um bom ambiente de trabalho, mantendo pensamentos positivos, sendo simpático e prestável para os colegas. Um bom ambiente de trabalho é vital!

6 - Tenha uma alimentação equilibrada. Não almoce a correr e faça pausas ao longo do dia, aproveitando para relaxar.

7 - Aprenda a relaxar, depois do dia de trabalho.

8 - Tenha uma vida social activa, desta maneira vai ser mais fácil não pensar nos problemas que deixou para trás no trabalho. Vá a festas, ao cinema ou ao café com os amigos. 

9 - Dedique-se a uma actividade criativa. Utilize os seus tempos livres para se dedicar a uma actividade que puxe pela sua concentração e criatividade. 

10 - Faça exercício físico. É essencial para se manter bem física e psicologicamente.


EXPERIMENTE!


 Fonte: www.4work.pt
  
   
O facto do estágio realizado no Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, me ter permitido a possibilidade de conhecer e intervir na prevenção dos riscos psicossociais, que actualmente é uma das grandes preocupações para instituições nacionais e internacionais responsáveis pela segurança e saúde no trabalho, fez-me sentir na “linha da frente”. Isto porque os riscos psicossociais, nomeadamente, o stress relacionado com o trabalho é um dos maiores desafios para a saúde e a segurança na Europa. É um risco emergente, onde quase um em cada quatro trabalhadores é afectado pelo stress, havendo estudos que o apontam como responsável por entre 50% a 60% dos dias de trabalho perdidos pelos trabalhadores afectados.







quarta-feira, 2 de maio de 2012

SEMANA VII E VIII



Nestas semanas dei continuidade ao trabalho da avaliação da QAI no Hospital (recolha e tratamentos de dados),  sobretudo nos pisos de Internamento (cardiologia, cirurgia, medicina I e II).

Nos pisos de Internamento são efectuadas duas medições em cada local, uma no período da manhã para coincidir com o fase das higienes dos doentes e outra no período da tarde para coincidir com as horas de visitas.

Na avaliação que é possível efectuar deparamo-nos com algumas inconformidades em relação aos parâmetros que são avaliados na Qualidade do Ar Interior (QAI). Os valores do dióxido de carbono (CO2) são elevados em relação ao estabelecido pela legislação (Decreto-Lei 79/2006). Esta situação deve-se, principalmente à sobrelotação e à falta de ventilação nas enfermarias, nomeadamente, na hora das visitas.

O parâmetro referente aos Compostos Orgânicos Voláteis (COV´s) também, nalgumas enfermarias, está acima da concentração máxima de exposição estabelecida por lei. Estas concentrações são provocadas principalmente pelos antissépticos (higiene das mãos), desinfectantes e demais produtos usados na higiene dos doentes, associado também à falta de ventilação dos espaços.





Durante estas semanas tive também o privilégio de abordar o tema relacionado com os riscos psicossociais, pois decorrerá durante o ano de 2012 a Campanha de Avaliação de Riscos Psicossociais  desenvolvida pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).


Na sequência da preocupação com os riscos psicossociais por parte desta Unidade Local de Saúde e da campanha desenvolvida pela ACT, uma empresa privada que se dedica a esta problemática efectuou a sua apresentação nas nossas instalações. Enquanto estagiário na instituição tive a possibilidade de participar, juntamente como o meu orientador de estágio, na mesma.


São cada vez mais as pessoas que enfrentam riscos psicossociais no trabalho
Alerta vem do Observatório Europeu dos Riscos
2008-01-31



Os ambientes de trabalho estão a atravessar mudanças significativas devido à aplicação de novas tecnologias, materiais e processos de trabalho. As alterações ao nível da concepção, organização e gestão do trabalho podem criar novas áreas de risco susceptíveis de gerar um maior nível de stress e, em última análise, originar uma grave deterioração da saúde mental e física. Segundo um novo relatório da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho, os principais riscos psicossociais estão relacionados com novas formas de contratos de trabalho, insegurança no emprego, intensificação do trabalho, exigências emocionais elevadas, violência no trabalho e difícil conciliação entre a vida profissional e a vida privada.
  
Jukka Takala, Director da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (EU-OSHA) afirmou: “A vida profissional na Europa está a mudar a um ritmo cada vez mais acelerado. A insegurança no emprego, a necessidade de ter vários empregos e a intensificação do trabalho podem gerar stress profissional e colocar em risco a saúde dos trabalhadores. É necessário monitorizar e melhorar constantemente os ambientes de trabalho a nível psicossocial a fim de criar empregos de qualidade e assegurar o bem-estar dos trabalhadores.” 

O stress profissional é um dos maiores desafios que a Europa enfrenta no domínio da segurança e saúde no trabalho (SST), prevendo-se o aumento do número de pessoas afectadas por doenças relacionadas com stress provocadas ou agravadas pelo trabalho. O stress é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais comum na Europa, afectando 22% dos trabalhadores da UE (2005). Estudos indicam que entre 50% e 60% dos dias de trabalho perdidos estão relacionados com este fenómeno. Em 2002, o custo económico anual do stress profissional na UE 15 foi estimado em 20 000 milhões de euros.
  
Os riscos psicossociais emergentes, analisados numa previsão de peritos, são apresentados num novo relatório, o terceiro de uma série dedicada a novos riscos e a riscos emergentes, elaborado pelo Observatório Europeu dos Riscos, que faz parte da EU-OSHA. Ler mais…

Fonte: www.cienciahoje.pt


No âmbito nacional existe igualmente grande preocupação no que se refere aos riscos psicossociais, uma das instituições que representa esta preocupação em Portugal é a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).




Campanha de Avaliação de Riscos Psicossociais

A Campanha de Avaliação de Riscos Psicossociais desenvolvida pela Autoridade para as Condições do Trabalho decorrerá durante o ano de 2012.



As mudanças significativas que ocorreram no mundo do trabalho nas últimas décadas resultaram em riscos emergentes no campo da segurança e saúde ocupacional e levaram - além de riscos físicos, químicos e biológicos - ao surgimento de riscos psicossociais.

Os riscos psicossociais relacionados com o trabalho têm sido identificados como um dos grandes desafios contemporâneos para a saúde e segurança e estão ligados a problemas nos locais de trabalho, tais como o stress, violência, assédio e intimidação no trabalho.

Em resposta a esta problemática o Comité dos Altos Responsáveis da Inspeção do Trabalho (CARIT), com representantes da União Europeia de todos os Estados (UE), acordou na realização de uma campanha de inspeção sobre as questões psicossociais, a decorrer em 2012, que será desenvolvida no território nacional pela Autoridade para as Condições do Trabalho, enquanto entidade promotora da melhoria das condições do trabalho.

A campanha decorre durante o ano de 2012, e direciona-se ao setor da saúde, (a instituições públicas, privadas, cooperativas, instituições particulares de solidariedade social, centros de reabilitação hospitalar e unidades de cuidados continuados), com internamento.

A campanha tem como objetivo promover a avaliação dos riscos psicossociais nos locais de trabalho, e incrementar a melhoria da qualidade das avaliações de riscos existentes.  

Ao longo do ano estão programadas diversas ações de informação e formação dos inspetores do trabalho que utilizarão vários instrumentos técnicos como guias, inquéritos e listas de verificação nas suas ações inspetivas. O assédio e os riscos associados ao stresse e á violência nos locais de trabalho serão os temas a privilegiar.

Segundos dados europeus de 2007 cerca de 8% dos trabalhadores portugueses afirmaram ter um ou vários problemas de saúde ligados ao trabalho, (média europeia estava em 8,7%) em que mais de 48% dos casos afetava a vida do dia-a-dia e cerca de 50% determinava uma situação de absentismo. Cerca de 19% declararam que esta afetação estava relacionada com aspetos da saúde mental e cerca de 50% com aspetos relativos à saúde física.

Mais de 40% dos trabalhadores dos transportes e comunicações de Portugal acredita que o stresse afeta negativamente a sua saúde e segurança. Cerca de 79% dos gestores europeus estão igualmente preocupados com o stresse do trabalho.
Segundo a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho o principal obstáculo à prevenção dos riscos psicossociais nas empresas portuguesas é, sem dúvida, a falta de recursos (65% dos casos), embora estejam sensíveis às exigências legais sobre a matéria.

Com vista ao aprofundamento de alguns dos temas mais pertinentes desta campanha, nomeadamente o assédio moral, o stresse e a violência nos locais de trabalho, foi realizada a Sessão de Lançamento da Campanha em Lisboa, destinada a inspetores do trabalho, trabalhadores da ACT e de outros organismos da Administração Pública, profissionais da saúde, técnicos de segurança no trabalho, parceiros sociais, empresas e outras organizações da sociedade.
Fonte: www.act.gov.pt


Na sequência desta campanha a Unidade Local de Saúde onde estou a realizar o estágio, encetou contactos com uma empresa privada que se dedica ao combate dos riscos psicossociais.

O que faz esta empresa?
- Elabora um diagnóstico organizacional (pessoal inicial)
·         Avaliação
Variáveis relativas à:
- Organização do Trabalho;
- Percepção dos trabalhadores em relação às suas tarefas;
·         Dinâmica de gestão de recursos humanos:
Organização e gestão de:
- Processos de recrutamento e selecção;
- Sistema de recompensa e desempenho:
·         Dinâmica de relação da empresa com clientes/fornecedores

Poderá ser recolhida mais informação acerca desta empresa através do site:

Depois de realizada a avaliação é desenvolvido um processo de intervenção, a empresa garante resultados positivos no que respeita à diminuição/eliminação dos riscos psicossociais nas empresas ou nas diversas instituições.

Foi extremamente interessante esta participação, na medida em que adquiri alguns conhecimentos que certamente me poderão ajudar, no futuro, a lidar com o problema dos riscos psicossociais.
O serviço que integro está totalmente empenhado e sensibilizado a adquirir informação e ferramentas para resolução deste grave problema que, nos dias de hoje, representa um dos maiores riscos a nível laboral.



Campanha 2012 do SLIC sobre os riscos psicossociais







O Comité de Altos Responsáveis da Inspeção do Trabalho (SLIC) deu início à sua Campanha Europeia 2012 sobre os riscos psicossociais. Um grupo de trabalho do SLIC, que contou com a participação da EU-OSHA, elaborou um conjunto de ferramentas de inspeção que está disponível em 22 línguas. A campanha incidirá em especial nos setores da saúde e assistência social, dos serviços e dos transportes.  Os resultados e as conclusões serão apresentados na conferência de encerramento, que se realizará na Suécia em março de 2013. A EU-OSHA terá em conta a experiência e os ensinamentos da campanha do SLIC na preparação da sua campanha,  Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis sobre os riscos psicossociais, que decorrerá no biénio de 2014-2015.




FonteAgência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho ( UE-OSHA)


A Agência Europeia para a Segurança e saúde no Trabalho (EU-OSHA), lança uma nova campanha de sensibilização «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis»






 A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) lança a sua nova campanha bianual Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis dedicada ao tema "Juntos na prevenção dos riscos profissionais", que coloca a ênfase na importância da liderança da gestão e na participação dos trabalhadores para a melhoria da segurança e saúde no trabalho. O Comissário Europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, László Andor, juntamente com a Dr.ª Christa Sedlatschek, Diretora da EU-OSHA, e Bo Smith, Secretário Permanente do Ministério do Trabalho dinamarquês, lança oficialmente a Campanha em 20 de abril de 2112 numa conferência de imprensa em Bruxelas.


Consultar o comunicado de imprensa. Clique aqui
Ver o blogue. Clique aqui
Sitio Web da Campanha. Clique aqui


Fonte: Agencia Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho ( UE-OSHA)